
Era uma vez uma aranhinha chamada Aracne, que estava aprendendo a tecer a sua primeira teia entre dois galhos. Ela trabalhou a manhã toda, fio por fio, com muito capricho. Mas, quando estava quase terminando, veio um vento forte e — fuuu! — desmanchou a teia inteira. Aracne ficou triste. Mas respirou fundo e começou de novo. Teceu, teceu, com paciência. E quando estava quase pronta outra vez, uma gota de chuva pesada caiu bem no meio e rasgou a teia. "Ah, não!", suspirou Aracne. "De novo não!" Ela poderia ter desistido ali. "Não nasci pra isso", quase pensou, cansada. Mas então olhou para os dois galhos vazios e sentiu vontade de tentar mais uma vez. "Errar faz parte de aprender", disse para si mesma. "Vou de novo, com mais cuidado." Dessa vez, Aracne escolheu um cantinho mais protegido, entre as folhas, longe do vento forte e da chuva. Teceu devagar, com tudo o que tinha aprendido nas tentativas anteriores. Fio por fio, com paciência e capricho. E quando o sol apareceu, ali estava: a teia mais linda e mais forte da floresta, brilhando com gotinhas de orvalho como pequenos diamantes. Aracne sorriu, orgulhosa. Ela não tinha conseguido de primeira, nem de segunda. Mas não desistiu, aprendeu com cada erro, e na terceira deu certo. As coisas mais bonitas, ela descobriu, às vezes precisam de várias tentativas.