
Era uma vez a princesa Aurora, uma menina cheia de energia que não gostava nada de ir dormir. Toda noite, quando a mamãe dizia "hora de dormir, Aurora", ela inventava mil desculpas: "só mais uma brincadeira!", "só mais um pulinho!", "ainda não estou com sono!". Numa noite, Aurora resolveu não obedecer de jeito nenhum. Esperou a mamãe sair e ficou pulando na cama, brincando às escondidas, bem tarde. "Que delícia ficar acordada!", pensava ela. Mas brincou tanto, tanto, que perdeu a hora e só foi dormir quando a lua já estava bem alta no céu. Na manhã seguinte, tocou o sino para o grande passeio no campo de flores, que Aurora tanto esperava. Mas ela estava tão cansada, tão sem dormir, que mal conseguia abrir os olhinhos. Bocejava o tempo todo e estava tão molinha que não teve ânimo nem para colher uma flor. O passeio dos sonhos passou, e ela quase dormiu em pé! Aurora entendeu. Quando a mamãe pedia para ela dormir na hora certa, não era para estragar a diversão — era porque o soninho deixa a gente forte e disposto para o dia seguinte. Naquela noite, quando a mamãe disse "hora de dormir", Aurora foi sem reclamar, se aconchegou e dormiu gostoso. E no outro dia acordou cheia de energia, prontinha para brincar o dia inteiro.