
Era uma vez um reino onde, numa noite de tempestade, bateu à porta do castelo uma moça toda encharcada de chuva. "Por favor, posso me abrigar aqui? Eu sou uma princesa, mas me perdi na tempestade", disse ela, tremendo de frio. A rainha do castelo desconfiou. "Será que ela é mesmo uma princesa de verdade?", pensou. Então teve uma ideia para descobrir. Mandou preparar uma cama com muitos e muitos colchões, um em cima do outro, bem alta e macia. E, lá embaixo de tudo, escondeu uma pequena ervilha. Mas a princesa, mesmo molhada e cansada, não reclamou de nada. Agradeceu com gentileza por cada gesto de cuidado. "Muito obrigada por me receberem. Vocês são tão bondosos", dizia ela, com um sorriso doce, tratando todos os empregados do castelo com carinho e respeito. Na manhã seguinte, a rainha perguntou: "Como você dormiu, minha querida?" A princesa respondeu, gentil: "Ah, todos foram tão bons comigo que eu me senti em casa. Mas, confesso, senti um carocinho debaixo dos colchões... porém não quero reclamar, foi tudo maravilhoso!" A rainha sorriu. Não era a ervilha que provava nada — era o coração da moça. Em vez de exigir, reclamar ou se achar importante, aquela princesa tinha tratado todos com gentileza, gratidão e doçura, mesmo cansada e molhada. "Você é, sim, uma princesa de verdade", disse a rainha, abraçando-a. "Não pela coroa, mas pela gentileza do seu coração." Porque o que faz alguém ser realmente especial não é o título nem as roupas, mas o jeito gentil e bondoso de tratar as outras pessoas.