
Era uma vez o jovem Homem-Aranha, que na escola era apenas um menino comum chamado Peter. Na hora do recreio, todos os colegas corriam para jogar bola, formavam times e brincavam juntos, animados. Mas Peter reparou num menino novo, o Miguel, sentado sozinho num cantinho do pátio. Ele tinha acabado de mudar de cidade, não conhecia ninguém e parecia tímido e triste, brincando sozinho com uma pedrinha no chão. Peter estava super animado para jogar bola com a turma. Ele podia simplesmente correr para o jogo e se divertir, como todos os outros. Mas olhou para o Miguel ali, sozinho, e lembrou de como é ruim se sentir de fora. O coração dele não deixou ir embora. Então Peter foi até o menino novo. "Oi, eu sou o Peter! Você é novo aqui, né? Quer jogar bola com a gente?" Os olhos do Miguel se iluminaram. "Sério? Posso mesmo?" "Claro!", disse Peter, sorrindo. "Vem, vou te apresentar pra galera." Peter levou o Miguel até os colegas e disse: "Pessoal, esse é o Miguel, vai jogar no nosso time!" E assim o menino que estava sozinho passou a fazer parte da brincadeira, rindo e correndo junto com todos. No fim do recreio, Miguel já tinha feito vários amigos. O Homem-Aranha não precisou de teias nem de superpoderes naquele dia. Ele foi um herói de um jeito ainda mais bonito: percebendo quem estava sozinho e oferecendo amizade. Porque, às vezes, o maior superpoder é ser um amigo de verdade para quem precisa.