
Era uma vez uma fadinha pequenina chamada Sininho, que vivia na Terra do Nunca. Ela tinha um pózinho mágico dourado que fazia as pessoas voarem. Mas o pó mágico era guardado com cuidado pela fada-mãe, e cada fadinha só podia usar uma quantidade certa por dia. Um dia, Sininho usou todo o seu pó mágico brincando de voar pela manhã. À tarde, ela queria voar mais, mas não tinha mais pó. Então ela viu, num cantinho, o potinho de pó mágico de uma amiga fada, que estava cheio. "Ninguém vai notar se eu pegar só um pouquinho", pensou Sininho, esticando a mãozinha. Mas, na hora de pegar o pó que não era seu, Sininho hesitou. O coração dela apertou. Ela sabia que aquilo não era certo — o pó pertencia à amiga, e pegar escondido seria errado. Ela ficou um tempo ali, dividida entre a vontade de voar mais e o que sabia ser o certo. Então Sininho fez a escolha honesta. Tirou a mãozinha do pote e foi procurar a amiga. "Amiga", disse ela, "eu usei todo o meu pó mágico e fiquei com vontade de pegar um pouquinho do seu sem avisar. Mas isso seria errado. Então vim te pedir: você me empresta um pouquinho?" A amiga fada sorriu, surpresa com a honestidade de Sininho. "Claro que empresto! E obrigada por ser honesta comigo e pedir, em vez de pegar escondido. Assim eu confio ainda mais em você." E as duas voaram juntas pela Terra do Nunca, felizes. Sininho aprendeu que ser honesto — pedir em vez de pegar escondido, falar a verdade em vez de esconder — é o que faz as pessoas confiarem na gente. Pegar algo que não é nosso, mesmo um pouquinho, mesmo sem ninguém ver, deixa o coração pesado. Mas a honestidade deixa o coração leve e fortalece a amizade.