
Era uma vez uma princesinha chamada Aninha, que adorava brincar e competir. Mas havia um probleminha: Aninha não sabia perder. Toda vez que perdia num jogo ou numa corrida, ela ficava furiosa, batia o pé, chorava de raiva e às vezes até jogava as peças do jogo no chão. Um dia, houve um grande torneio de jogos no castelo, com várias crianças. Aninha estava animada e queria muito ganhar. Mas, numa partida de xadrez, ela perdeu para um menino chamado Lucas. Na mesma hora, a raiva subiu: o rosto ficou vermelho, os punhos se fecharam, e ela já ia derrubar o tabuleiro de tão brava. Mas, bem nesse momento, Aninha percebeu como estava se sentindo e parou. Ela lembrou de uma coisa que a sua mãe, a rainha, tinha ensinado: "Quando a raiva subir, respire fundo e conte até três antes de agir." Então Aninha fechou os olhos, respirou bem fundo — um, dois, três — e foi soltando o ar devagarinho. A raiva foi diminuindo. Quando se acalmou, Aninha conseguiu pensar melhor. "Foi só um jogo. Perder faz parte de brincar, e o Lucas jogou muito bem." Em vez de fazer um escândalo, ela respirou mais uma vez, estendeu a mão para o Lucas e disse: "Parabéns, você jogou muito bem!" Lucas sorriu, surpreso e feliz. E sabe o que aconteceu? Todos admiraram a atitude de Aninha. Brincar com ela ficou muito mais divertido, porque agora ela sabia ganhar e perder com tranquilidade. E Aninha descobriu que controlar a raiva a fazia se sentir muito melhor do que fazer escândalos. Aninha aprendeu sobre o autocontrole — conseguir se acalmar quando a raiva ou a frustração aparecem, em vez de deixar que elas mandem na gente. Perder faz parte, errar faz parte, e nem sempre as coisas saem do nosso jeito. Mas quando a gente aprende a respirar fundo e se controlar, tudo fica mais leve, e a gente se torna alguém com quem é bom estar por perto.