
Era uma vez uma lebre muito veloz, que vivia se gabando da sua rapidez. "Eu sou a mais rápida de toda a floresta! Ninguém me alcança!", dizia ela, correndo de um lado para o outro. Um dia, ela zombou da tartaruga, que era bem devagarinha: "Você anda tão devagar que parece uma estátua!" A tartaruga, calma como sempre, respondeu: "Pode ser que eu seja devagar, mas que tal apostarmos uma corrida?" A lebre caiu na gargalhada. "Uma corrida? Você contra mim? Vai ser muito fácil! Aceito!" E marcaram a corrida pela manhã seguinte. No dia da corrida, todos os bichos vieram assistir. A lebre disparou na frente num piscar de olhos, deixando a tartaruga lá atrás, andando devagarinho, passo a passo. A lebre estava tão à frente que pensou: "Tenho tempo de sobra. Vou tirar uma soneca embaixo desta árvore." E deitou-se, confiante, dormindo tranquila. Enquanto a lebre dormia, a tartaruga continuava andando. Devagar, mas sem parar. Passo após passo, sem desistir nunca. Ela passou pela lebre adormecida, continuou no seu ritmo constante, e foi se aproximando da linha de chegada. Quando a lebre finalmente acordou, esticou-se e olhou para frente — e levou um susto! A tartaruga estava quase chegando! A lebre disparou correndo com toda a força, mas era tarde demais. A tartaruga, devagar e sem desistir, cruzou a linha de chegada em primeiro lugar! Todos os bichos comemoraram a vitória da tartaruga. A lebre, envergonhada, aprendeu a lição. Ser rápido não adianta de nada se a gente se acomoda e desiste no meio do caminho. A tartaruga venceu porque foi perseverante — continuou, devagar e sempre, sem parar, até o fim. E é assim na vida: quem persevera, mesmo devagar, chega mais longe do que quem desiste no meio.