
Era uma vez três porquinhos irmãos que decidiram construir, cada um, a sua própria casa. O primeiro porquinho, com pressa de ir brincar, fez uma casa de palha rapidinho. "Pronto! Foi facinho!", disse ele, e saiu correndo para se divertir. O segundo porquinho, também querendo brincar logo, fez uma casa de madeira, um pouco mais firme, mas ainda rápida e fraca. "A minha é melhor que a de palha!", disse ele, e também foi brincar. Já o terceiro porquinho era sábio e pensava no futuro. "Eu quero uma casa que me proteja de verdade, que dure e me deixe seguro." Então ele resolveu construir uma casa de tijolos. Deu trabalho! Enquanto os irmãos brincavam e riam dele — "Para que tanto esforço, irmão? Vem brincar!" —, o terceiro porquinho continuava colocando tijolo por tijolo, com paciência e sabedoria, mesmo sendo difícil. Quando as casas ficaram prontas, apareceu o lobo mau, faminto. Ele foi até a casa de palha e soprou: fuuuu! A casa de palha voou toda! O primeiro porquinho correu, assustado, para a casa de madeira do irmão. O lobo soprou a casa de madeira: fuuuu! E ela também desabou! Os dois porquinhos correram apavorados para a casa de tijolos do terceiro irmão. O lobo chegou na casa de tijolos e soprou com toda a força: fuuuuuu! Mas a casa de tijolos, forte e bem construída, não se mexeu nem um pouquinho! O lobo soprou, soprou, até ficar sem fôlego, e não conseguiu derrubá-la. Os três porquinhos estavam seguros lá dentro, e o lobo foi embora, derrotado. Os dois primeiros porquinhos agradeceram ao irmão sábio e entenderam a lição. O terceiro porquinho tinha tido a sabedoria de fazer as coisas bem feitas, com esforço e paciência, mesmo quando era mais difícil e mesmo quando os outros achavam graça. E foi justamente essa sabedoria que protegeu a todos. Fazer as coisas com cuidado e capricho, pensando no futuro, é coisa de gente sábia.