
Era uma vez um ratinho que vivia tranquilo na floresta. Um dia, ele se atrapalhou e caiu bem em cima de um leão que cochilava. O leão acordou bravo e prendeu o ratinho com a pata. Mas, vendo como o ratinho era pequeno e assustado, e como pediu desculpas com tanta sinceridade, o leão teve bondade e o soltou. O ratinho ficou tão, mas tão agradecido por ter sido poupado! "Muito obrigado, senhor leão! O senhor foi tão bondoso comigo! Eu nunca, jamais vou esquecer isso. E quem sabe, um dia, eu possa retribuir a sua bondade." O leão achou graça, mas o ratinho falava sério — ele era de verdade grato e não esqueceria. O tempo passou. E o ratinho nunca esqueceu o gesto bondoso do leão. Sempre que se lembrava daquele dia, sentia gratidão no coração. Então, um dia, o ratinho ouviu rugidos aflitos vindo da floresta. Era o leão, preso numa rede de caçadores, lutando para se soltar, sem conseguir! Outros animais poderiam ter passado direto. Mas o ratinho, cheio de gratidão por aquele leão que um dia o tinha poupado, correu para ajudar sem pensar duas vezes. "Agora é a minha vez de retribuir a sua bondade!" Com seus dentinhos pequenos mas afiados, o ratinho começou a roer as cordas da rede — roe daqui, roe dali — até que, fio por fio, a rede se abriu e o leão ficou livre! O leão mal podia acreditar. Aquele ratinho pequenininho, a quem ele tinha poupado, voltou justamente para salvá-lo, movido pela gratidão. "Obrigado, amiguinho! Eu duvidei que um ratinho tão pequeno pudesse me ajudar, mas você me salvou!" E os dois ficaram grandes amigos. Essa história nos ensina sobre a gratidão. O ratinho nunca esqueceu a bondade que recebeu e, quando teve a chance, retribuiu de coração. Ser grato é lembrar do bem que os outros nos fazem e, sempre que possível, retribuir. A gratidão é uma das coisas mais bonitas que existem, e faz o bem voltar e se espalhar entre todos.