
Era uma vez uma menina que usava uma capa vermelha com capuz e por isso era chamada de Chapeuzinho Vermelho. Um dia, sua mãe pediu que ela levasse uma cestinha de doces para a vovó, que morava do outro lado da floresta. "Vá direto pelo caminho principal, minha filha", avisou a mãe, com carinho. "Não saia da trilha nem converse com estranhos pela floresta. É para a sua segurança." Chapeuzinho prometeu que sim e partiu, saltitante, pela trilha. Mas, no meio do caminho, ela viu umas flores lindas e coloridas um pouco para dentro da floresta, fora da trilha. "Ah, que flores bonitas! Vou só pegar algumas para a vovó", pensou ela, esquecendo o conselho da mãe. E saiu do caminho principal. Quanto mais flores colhia, mais Chapeuzinho se embrenhava na floresta, longe da trilha segura. Foi então que apareceu um lobo esperto e cheio de más intenções, que começou a fazer perguntas: "Olá, menininha! Para onde você vai sozinha pela floresta?" Esquecendo o aviso de não falar com estranhos, Chapeuzinho contou tudo ao lobo, que logo bolou um plano para enganá-la. Por ter saído do caminho e conversado com o estranho, Chapeuzinho acabou se metendo numa grande confusão, e a vovó também correu perigo. Felizmente, um caçador bondoso que passava por ali ouviu os pedidos de ajuda e salvou as duas a tempo, espantando o lobo. Depois do susto, Chapeuzinho entendeu, de coração, por que a mãe tinha dado aqueles conselhos. Não era para estragar o passeio, mas para protegê-la dos perigos. "Mamãe estava certa. Da próxima vez, vou seguir o caminho e não vou falar com estranhos." Chapeuzinho aprendeu que os conselhos e as regrinhas que os adultos que nos amam dão — como não sair sozinho do caminho ou não conversar com estranhos — existem para a nossa proteção e segurança. Obedecer a quem cuida de nós, mesmo quando não entendemos totalmente na hora, é um jeito de nos manter seguros e longe de perigos.