
Era uma vez uma menina chamada Laura, que amava o escorregador do parquinho da escola. O problema? Todo mundo amava também. Na hora do recreio, a fila ficava comprida, cheia de crianças esperando a vez. E a Laura... ah, a Laura não gostava nadinha de esperar. Um dia, ela teve uma ideia que parecia esperta: foi passando pela beiradinha, devagarinho, e furou a fila bem na frente do Nico, que era pequeno e não reclamou. Laura escorregou primeiro. Mas quando chegou lá embaixo, não teve graça nenhuma. O Nico estava com os olhos baixos, e as outras crianças olhavam pra ela com cara feia. "Você furou a fila!", disse a Duda. "A gente também tá esperando!" A professora Vera chegou perto e perguntou, calma: "Laura, como você se sentiria se alguém passasse na sua frente?" Laura pensou. Ia se sentir mal. Bem mal. No dia seguinte, Laura entrou na fila no lugar certo: o último. Esperar era chato? Era. Mas ela descobriu que dava pra esperar brincando: contou nuvens com formato de bicho, bateu um papo com a Duda, aprendeu uma música de palma com a menina da frente. Quando chegou a vez dela, o escorregador pareceu até mais divertido — porque foi ganho do jeito certo. E o Nico? A Laura deixou ele ir na frente dela uma vez, "pra pagar a vez que eu furei". Ele deu um sorrisão. Porque fila que anda com respeito, todo mundo escorrega feliz.