
Era uma vez um menino brasileiro chamado Alberto, que vivia numa fazenda de café e passava horas deitado na grama, olhando os pássaros. "Um dia, as pessoas também vão voar", dizia ele. Os adultos riam: "Voar? Menino, gente não tem asa!" Mas o Alberto não parava de pensar. Observava as pipas, os balões, o jeito que o vento carregava as folhas. Quando cresceu, virou inventor — e começou a construir as suas máquinas de voar. E sabe o que aconteceu? Elas caíam. Uma quebrou o balão. Outra enroscou na árvore. Outra nem saiu do chão. As pessoas balançavam a cabeça: "Desiste, Alberto. Se voar fosse possível, alguém já teria conseguido." Mas o Alberto tinha um jeito diferente de olhar pros erros: cada queda era uma professora. "Essa caiu porque estava pesada. A próxima será mais leve." E construía de novo, mudando um pedacinho de cada vez, ano após ano. Até que um dia, em Paris, na frente de uma multidão, o Alberto subiu no seu avião — o 14-Bis, que parecia uma caixa de pipas gigante — e correu pela grama... e as rodas saíram do chão... e ele VOOU! Voou de verdade, na frente de todo mundo, e a multidão gritou e jogou chapéus pro alto! O menino da fazenda tinha realizado o sonho que o mundo inteiro chamava de impossível. E até hoje, quando um avião cruza o céu do Brasil, ele carrega um segredo do Alberto Santos Dumont: todo sonho grande cai várias vezes antes de voar. A diferença entre quem voa e quem desiste é uma só — quem voa, constrói de novo.