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Histórias para a hora de dormir
Bezalel e a Amendoeira de Ouro
Era uma vez
Bezalel e a Amendoeira de Ouro
Criatividade7 min · 3-6 anos (geral)
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Era uma vez…

Era uma vez, no meio de um deserto enorme, um povo que morava em tendas. Era o povo de Israel, que Deus tinha tirado do Egito. Entre eles vivia um homem chamado Bezalel. Bezalel gostava de olhar as coisas bem de perto: a curva de uma pedra, o brilho da areia ao sol, as linhas finas de uma folha. E as mãos dele estavam sempre ocupadas, moldando, medindo, entalhando. Um dia, Moisés trouxe uma notícia. Deus queria uma tenda especial no meio do acampamento, uma casa de encontro, onde o povo pudesse lembrar que Ele estava perto. E Deus tinha dito o nome de quem ia cuidar do trabalho: Bezalel, filho de Uri. Deus o tinha enchido do seu Espírito, de sabedoria e de habilidade para todo tipo de arte. Bezalel sentiu o coração bater forte. Era uma honra enorme. Mas também era um trabalho enorme. Era preciso fazer cortinas, colunas, uma arca de madeira coberta de ouro e um candelabro de ouro com sete braços, todo feito de uma peça só. No primeiro dia, Bezalel olhou para tudo o que precisava fazer e quis começar por tudo ao mesmo tempo. Pegou o martelo, depois a agulha, depois a madeira. No fim da tarde, tinha um pedaço de cada coisa e nada pronto. Sentou na areia, cansado. Foi então que chegou Aoliabe, um amigo que também sabia bordar e tecer. Ele sentou ao lado de Bezalel e ficou quieto um tempo, olhando o céu ficar laranja. Bezalel respirou fundo. Lembrou que Deus não tinha dado a ele só mãos habilidosas. Tinha dado também vontade de ensinar. Na manhã seguinte, Bezalel fez diferente. Chamou as pessoas que sabiam fiar e mostrou como juntar o fio azul com o roxo e o vermelho. Chamou os que sabiam cortar madeira e desenhou na areia o tamanho certinho de cada tábua. E o povo começou a trazer presentes: pulseiras, brincos, linho, pele de cabra, madeira de acácia. Traziam com alegria, porque queriam ajudar. Traziam tanto, todos os dias, que os artesãos foram até Moisés dizer: — Já temos mais do que o necessário! E Moisés pediu ao povo que parasse de trazer. Mas ainda faltava o candelabro. E esse era o mais difícil. Deus tinha mostrado a Moisés como ele devia ser: um tronco no meio, três braços de cada lado e, em cada braço, flores de amendoeira. Tudo de ouro, tudo de uma peça só. Bezalel sabia o que Deus tinha pedido. Só não sabia como fazer. Tentou uma vez, e o ouro ficou torto. Tentou de novo, e o braço saiu grosso demais de um lado e fininho do outro. Ele guardou o martelo e foi caminhar. Perto das tendas, viu uma amendoeira que tinha conseguido crescer junto de um poço. Os galhos saíam do tronco como braços abertos. Nas pontas havia botões, flores e amêndoas pequeninas. Bezalel ficou parado, olhando como cada galho saía do tronco e como cada flor se abria na ponta. Era assim que Deus tinha pedido. Agora ele sabia como bater o ouro. E sorriu. Voltou depressa para a oficina. Começou a bater o ouro com o martelo, bem devagar, puxando um braço de cada lado do tronco, como os galhos da amendoeira. Na ponta de cada braço, fez uma flor de amendoeira, com botão e pétalas. Toc, toc, toc. O dia todo. Toc, toc, toc. As crianças paravam na porta para ver o ouro ganhando forma de árvore. Quando terminou, o candelabro tinha um tronco no meio e três braços de cada lado. Sete lâmpadas ao todo. Parecia uma amendoeira de ouro florindo no deserto, tudo de uma peça só, do jeitinho que Deus tinha pedido. Bezalel não guardou o candelabro só para ele admirar. Levou até Moisés e mostrou também os bordados das mulheres, as tábuas dos carpinteiros, as argolas feitas com as pulseiras do povo. Cada pedaço tinha as mãos de alguém. No dia em que a tenda ficou pronta, Moisés olhou tudo e viu que estava exatamente como Deus tinha mandado. E Moisés abençoou o povo. Então uma nuvem desceu e cobriu a tenda, e a glória de Deus encheu aquele lugar. Naquela noite, o acampamento ficou silencioso. Lá dentro, as lâmpadas do candelabro brilhavam como flores acesas. Bezalel olhou as próprias mãos, cheias de pequenos calos, e depois olhou as tendas ao redor, onde dormiam tantas pessoas que tinham ajudado. E agradeceu a Deus pelas ideias, pelas mãos e pelos amigos.

Para conversar
Bezalel descobriu como fazer o candelabro olhando com atenção uma árvore de verdade. Quando você quer fazer uma coisa bonita e não sabe como, onde procura ajuda?
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Era uma vez… Terminamos!
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