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Era uma vez logo
Era uma vez
Histórias para a hora de dormir
João Batista Mostra o Caminho
Era uma vez
João Batista Mostra o Caminho
Humildade7 min · 3-6 anos (geral)
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Era uma vez…

Era uma vez, num lugar seco e cheio de pedras chamado deserto da Judeia, um homem diferente de todo mundo. Ele se chamava João. Usava uma roupa feita de pelo de camelo, amarrada na cintura com um cinto de couro, e comia gafanhotos e mel que encontrava nas árvores. Seus cabelos eram compridos e sua voz era forte como o vento que sopra entre as montanhas. Deus tinha dado a João uma missão muito importante: preparar o coração das pessoas para a chegada do Salvador. Por isso, João ficava à beira do rio Jordão e falava com quem chegasse: — Mudem o coração! Voltem para Deus! Aquele que vem está chegando! E as pessoas vinham. Primeiro poucas, depois muitas, depois tantas que não dava mais para contar. Vinham de Jerusalém, das vilas, das cidades. Pescadores, soldados, mães com bebês no colo, velhinhos de bengala. Todos queriam ouvir João. E quem se arrependia descia com ele até a água do rio para ser batizado. Por isso, o povo começou a chamá-lo de João Batista. Um dia, alguns homens importantes chegaram de Jerusalém e fizeram uma pergunta: — João, quem é você, afinal? Você é o Cristo, o Salvador que estamos esperando? Muita gente prendeu a respiração. João era famoso. Todos gostavam dele. Se ele dissesse que sim, talvez acreditassem. Mas João balançou a cabeça. — Não. Eu não sou o Cristo. Eu sou só uma voz que grita no deserto: preparem o caminho do Senhor! Depois de mim vem alguém muito maior. Eu não sou digno nem de desamarrar as sandálias dele. Desamarrar sandálias era o trabalho mais simples que existia naquele tempo. E João dizia que nem isso ele merecia fazer. As pessoas ficaram pensando: quem seria esse alguém tão grande? Pouco tempo depois, numa manhã clara, com o sol brilhando na água do rio, João viu um homem descendo a margem, caminhando no meio do povo. Era Jesus, que tinha vindo da cidade de Nazaré. João sentiu o coração bater forte. Jesus chegou perto e pediu para ser batizado. João deu um passo para trás, surpreso. — Eu é que preciso ser batizado por ti — disse João. — E tu vens a mim? Jesus respondeu com calma: — Deixa assim por agora. É o certo a fazer. Então João obedeceu. Os dois entraram juntos no rio. A água fria fazia barulhinho em volta deles. João batizou Jesus, e quando Jesus saiu da água, aconteceu uma coisa maravilhosa: o céu se abriu, e o Espírito de Deus desceu como uma pomba, pousando sobre Ele. E uma voz veio do céu: — Este é o meu Filho amado, em quem eu tenho alegria. O povo ficou em silêncio. João ficou com os olhos cheios de lágrimas. Algum tempo depois, João estava de novo à beira do rio, com dois de seus discípulos, os amigos que andavam sempre com ele e aprendiam com ele todos os dias. Então Jesus passou ali perto. João podia ter ficado quieto. Podia ter pensado: esses amigos são meus, eu quero que eles fiquem comigo. Mas João fez outra coisa. Apontou com a mão para Jesus e disse: — Olhem! Aquele é o Cordeiro de Deus! Os dois discípulos olharam para João, depois olharam para Jesus. E foram atrás de Jesus. João ficou na beira do rio, vendo seus amigos se afastarem pela estrada. Os dias passaram. Jesus começou a ensinar, e cada vez mais gente ia atrás dele. Alguns discípulos de João ficaram preocupados. — Mestre — disseram —, aquele que estava contigo no rio agora também está batizando. E todo mundo está indo até ele! Eles achavam que João ia ficar triste, ou com ciúmes. Mas João sorriu, como quem recebe uma notícia boa. — Eu fico feliz, assim como o amigo do noivo fica feliz no dia do casamento. Ele precisa crescer, e eu preciso diminuir. O sol foi se pondo devagar atrás das montanhas do deserto. A água do Jordão ficou dourada, depois prateada. E João, sentado numa pedra, olhou para a estrada por onde seus amigos tinham ido atrás de Jesus. Seu coração estava em paz, porque ele tinha feito exatamente aquilo para que Deus o chamou: mostrar o caminho até Jesus.

Para conversar
João era famoso, mas apontou para Jesus e deixou seus amigos irem com Ele. Como será que João se sentiu vendo os amigos irem embora? Você já ficou feliz por alguém que brilhou mais do que você?
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Era uma vez… Terminamos!
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