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Era uma vez
Histórias para a hora de dormir
Garrett e o Sinal da Esquina
Era uma vez
Garrett e o Sinal da Esquina
Responsabilidade6 min · 3-6 anos (geral)
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Era uma vez…

Era uma vez, numa cidade grande chamada Cleveland, nos Estados Unidos, um homem chamado Garrett Morgan. Garrett tinha uma oficina cheia de engrenagens, parafusos e máquinas de costura que ele consertava. Ele adorava descobrir como as coisas funcionavam por dentro. Naquele tempo, as ruas da cidade estavam mudando. Antes, só passavam cavalos, carroças e pessoas a pé. Mas agora, chegavam também os automóveis, fazendo bibi e soltando fumacinha. E também bicicletas, e bondes, e crianças correndo para a escola. Tudo misturado. Era uma confusão! Nas esquinas mais movimentadas, havia um sinal que mudava de SIGA para PARE. Mas mudava de repente, sem aviso nenhum. Num instante era a vez de uns, no outro era a vez de outros. E quem já estava no meio do cruzamento? Ficava perdido. Um dia, Garrett estava parado numa esquina quando aconteceu. O sinal mudou de uma vez. Uma carroça ainda estava atravessando, e um automóvel começou a andar. Os dois se encontraram bem no meio da rua. Pof! Foi uma batida de leve, mas o cavalo se assustou e relinchou alto, a carroça balançou, e a moça que estava nela caiu sentada no chão, com o chapéu torto. Ela não se machucou muito, mas ficou tremendo de susto. Garrett correu para ajudar. Ofereceu a mão para a moça levantar, segurou o cavalo pela rédea e falou baixinho com ele até ele se acalmar. As pessoas em volta foram embora logo, cada uma para o seu lado. — Essas esquinas são assim mesmo — disse um senhor, dando de ombros. — Não tem o que fazer. Mas Garrett ficou ali, parado, olhando para o sinal. Ele pensou nas crianças que passavam naquela esquina todos os dias. Pensou nos cavalos, nos motoristas, nas pessoas de bengala. — Eu sei mexer com máquinas — disse para si mesmo. — Se alguém pode tentar resolver isso, eu posso. Naquela noite, Garrett não foi dormir cedo. Sentou na mesa da oficina com papel e lápis e começou a desenhar. O problema era a mudança rápida demais. As pessoas precisavam de um tempinho. Um momento em que todo mundo parasse, para o cruzamento ficar vazio antes de o outro lado começar a andar. Garrett desenhou um poste com braços que giravam, como uma letra T. Um braço dizia PARE. Outro dizia SIGA. E então ele inventou uma terceira posição: um momento em que os braços avisavam todos os lados ao mesmo tempo para esperar. O primeiro modelo que ele construiu ficou travado. Os braços não giravam. Garrett desmontou tudo, peça por peça, e montou de novo. O segundo modelo girava rápido demais. Ele ajustou as engrenagens. O terceiro funcionava, mas fazia um barulho enorme, nhéééc. Garrett passou óleo, lixou, testou. Ele podia ter parado na metade. Ninguém tinha pedido para ele fazer aquilo. Mas toda vez que pensava em desistir, lembrava da moça caída no chão e do cavalo assustado. E voltava para a oficina. Finalmente, depois de muitas noites, o sinal estava pronto. Garrett o testou de novo, e de novo, e de novo, até ter certeza de que funcionava direitinho. Só então ele mostrou para a cidade. O sinal de Garrett foi colocado nas esquinas. Os braços giravam devagar: SIGA. Depois, o aviso para todos esperarem. O cruzamento ficava vazio. E só então: a vez do outro lado. As carroças passavam com calma. Os automóveis esperavam a sua vez. As crianças atravessavam de mãos dadas com os adultos, sem pressa. E os cavalos não se assustavam mais. Uma tarde, Garrett voltou à mesma esquina daquele dia. Ficou ali um tempão, só olhando o sinal girar e as pessoas passando em segurança. Quando o sol começou a se pôr, ele tirou o chapéu, sorriu e foi para casa caminhando devagar.

Para conversar
Muita gente viu a batida e foi embora, mas Garrett resolveu fazer alguma coisa. Por que será que ele achou que aquilo era problema dele também? Tem alguma coisa perto de você que você gostaria de ajudar a melhorar?
Esta história também fala deEmpatiaCriatividade
Era uma vez… Terminamos!
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