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Histórias para a hora de dormir
A Viúva de Sarepta e o Pote de Farinha
Era uma vez
A Viúva de Sarepta e o Pote de Farinha
Generosidade7 min · 3-6 anos (geral)
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Era uma vez…

Era uma vez uma cidade chamada Sarepta, perto do mar. Fazia muito, muito tempo que não chovia ali. O céu amanhecia azul todos os dias, sem uma nuvem. Os riachos tinham virado caminhos de pedra. O trigo não crescia, e quase ninguém tinha o que comer. Numa casinha de Sarepta morava uma viúva com seu filho pequeno. Na cozinha havia um pote de barro e uma jarra. No pote ficava a farinha. Na jarra ficava o azeite. Com farinha e azeite, a mãe fazia pão. Só que o pote estava quase vazio. Todo dia a mãe olhava lá dentro, e todo dia havia menos. Certa manhã, ela raspou o fundo com a mão. Sobrava um punhado de farinha, só um. Virou a jarra. Sobrava um fio de azeite. — Dá para um pão pequeno — disse ela ao filho. — Depois desse, acabou. O menino olhou para o pote e não disse nada. A barriga dele roncou baixinho. A mãe pegou um cesto e foi até o portão da cidade apanhar gravetos para acender o forno. Enquanto ela se abaixava para juntar os gravetos, um homem chegou pela estrada. Vinha de longe, com a roupa coberta de poeira e a boca seca de sede. Era o profeta Elias. Deus tinha falado com ele. Tinha mandado Elias ir a Sarepta, porque lá uma viúva ia dar comida a ele. Elias viu a mulher e chamou: — Por favor, traga um pouco de água numa vasilha, para eu beber. A viúva se levantou para buscar. Ela já ia andando quando Elias chamou de novo: — E traga também um pedaço de pão, por favor. A viúva parou. Apertou o cesto de gravetos contra o peito. — Eu não tenho nenhum pão pronto — disse ela. — Tão certo como vive o Senhor, o seu Deus, só tenho um punhado de farinha no pote e um pouquinho de azeite na jarra. Estou juntando estes gravetos para fazer um pão para mim e para o meu filho. Vamos comer, e depois não sobra mais nada. Elias olhou para ela com bondade. — Não tenha medo — disse ele. — Vá e faça como você falou. Mas primeiro faça um pão pequeno para mim e traga aqui. Depois faça para você e para o seu filho. Porque o Senhor, o Deus de Israel, diz assim: a farinha do pote não vai acabar e o azeite da jarra não vai faltar, até o dia em que o Senhor mandar chuva sobre a terra. A viúva voltou para casa devagar. O filho esperava na porta. — Tem um homem com fome no portão — contou ela. — Ele pediu o primeiro pão. — O nosso pão? — perguntou o menino. A mãe olhou para o pote. Um punhado. Olhou para o filho. Depois olhou para a estrada, onde o homem esperava, e lembrou das palavras dele: não tenha medo. Ela acendeu o forno. Despejou a farinha na tigela. Pingou o azeite. Amassou, abriu a massa e assou. O cheiro de pão quente encheu a casa. O menino engoliu em seco. A mãe embrulhou o pão num pano e levou para Elias, com a vasilha de água. Ele agradeceu e comeu. Quando a mãe voltou para a cozinha, o menino estava na ponta dos pés, espiando dentro do pote. — Mãe, vem ver! Ela veio. No fundo do pote havia farinha. Ela pegou a jarra e balançou. Lá dentro, o azeite fez glub. A mãe fez outro pão, para ela e para o filho. Comeram os dois, quentinho, sentados no chão da cozinha. Depois ela olhou no pote de novo. Ainda havia farinha. No dia seguinte, a mãe fez pão outra vez. Havia para Elias, para ela e para o menino. E no outro dia também. E no outro. Toda manhã o menino corria para espiar o pote, e toda manhã havia farinha. Toda manhã ele balançava a jarra, e o azeite fazia glub. Os dias passaram, e foram muitos. O céu continuava sem nuvens, e a terra continuava seca. Mas, naquela casinha de Sarepta, a farinha do pote não acabou e o azeite da jarra não faltou, do jeito que o Senhor tinha dito por meio de Elias. De noite, quando a cidade ficava quieta, a mãe cobria o pote com um pano e apagava a lamparina. O menino dormia de barriga cheia. E a mesa da viúva, que antes mal dava para dois, agora tinha sempre lugar para mais um.

Para conversar
A viúva tinha só um punhado de farinha e, mesmo assim, fez o primeiro pão para Elias. O que você acha que ela sentiu quando olhou no pote depois?
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